Licitações burocráticas são necessárias para implementar de meio milhão de novas urnas, desenvolver softwares para as máquinas, armazená-las, transportá-las e treinar pessoal técnico
Em resposta a questionamentos da Folha de S.Paulo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sinalizou que a eleição de 2022 não terá voto impresso mesmo se o Congresso aprovar a medida. O tribunal afirmou que a adoção do voto impresso depende de licitações que não têm tempo hábil para acontecer.
“A licitação é pautada por rígidos trâmites administrativos e burocráticos, sem prazo de duração, tendo em vista o tempo necessário para as especificações técnicas e a margem de imprevisibilidade decorrente dos procedimentos de qualificação e dos eventuais recursos administrativos e judiciais”, afirmou o Tribunal em nota. O órgão completou: “o sistema de urnas eletrônicas é confiável e auditável em todos seus passos.”
A demanda brasileira é de mais de 500 mil urnas. Para implementar a medida, é necessário ainda testes, desenvolvimento do software para as máquinas, armazenamento e custódia, transporte e treinamento. “A implantação do voto impresso envolve um procedimento demorado, embora não seja possível, neste momento, estimar sua duração”, lê-se em nota do TSE.
Contexto político
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados já afirmaram em diversas ocasiões que eleições sem votos impressos não serão respeitadas. “Se o Brasil não tiver voto impresso em 2022, vamos ter um problema pior que os EUA”, afirmou o presidente em live de janeiro, na ocasião da invasão do capitólio americano.
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