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Autoridades públicas adiam nova política de privacidade de WhatsApp e Facebook

Data de vigência da nova política estava prevista para 15 de maio, mas esta deverá aguardar as análises dos órgãos reguladores

Os órgãos ainda demonstraram preocupação com os potenciais efeitos sobre a concorrência decorrentes da nova política │ Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Nesta sexta-feira, 7, autoridades de defesa da sociedade civil enviaram ao Facebook uma recomendação sobre a proteção dos dados dos usuários. As entidades ordenaram que a nova política de privacidade da rede social seja adiada, postergando assim o compartilhamento de informações dos usuários entre as empresas do grupo econômico do Facebook, do qual o WhatsApp também faz parte. 

O Ministério Público Federal (MPF), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) assinam a recomendação. A data de vigência da nova política estava prevista para 15 de maio, mas esta deverá aguardar as análises dos órgãos reguladores. O documento foi encaminhado aos representantes legais das empresas no Brasil pela Câmara de Consumidor e Ordem Econômica do MPF (3CCR).

Na recomendação, os órgãos apontam que a política de privacidade e as práticas de tratamento de dados apresentadas pelo WhatsApp podem representar violações aos direitos dos titulares de dados pessoais; que faltam informações claras sobre quais dados serão tratados e a finalidade das operações de tratamento que serão realizadas. Os órgãos ainda demonstraram preocupação com os potenciais efeitos sobre a concorrência decorrentes da nova política a ser implementada pelo WhatsApp.

No documento enviado às empresas, MPF, Cade, ANPD e Senacon recomendam, além do adiamento, que o WhatasApp se abstenha de restringir o acesso dos usuários às funcionalidades do aplicativo, caso não adiram à nova política, assegurando a manutenção do atual modelo de uso e, em especial, a manutenção da conta e o vínculo com a plataforma, bem como o acesso aos conteúdos de mensagens e arquivos.

Os órgãos ainda recomendam ao Facebook que se abstenha de realizar qualquer tipo de tratamento ou compartilhar dados obtidos a partir do WhatsApp, com base nas alterações da política de privacidade, enquanto não houver o posicionamento dos órgãos reguladores. As empresas devem enviar resposta aos órgãos a respeito da adoção das obrigações recomendadas até a próxima segunda-feira, 10.

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