Suspeitas estão relacionadas a um serviço de obras de terraplanagem e de pavimentação asfáltica, firmado e realizado entre os anos de 2013 e 2018, na GO-230 entre os municípios de Mimoso de Goiás e o Entorno do Distrito Federal
Após constatar irregularidades em aditivo firmado entre a antiga Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) e a empresa Terra Forte Construtora LTDA, o Ministério Público de Goiás (MPGO) pediu o bloqueio de R$ 57,4 milhões em bens de quatro pessoas ligadas a antiga estatal e da construtora.
As suspeitas estão relacionadas a um serviço de obras de terraplanagem e de pavimentação asfáltica, firmado e realizado entre os anos de 2013 e 2018, na GO-230 entre os municípios de Mimoso de Goiás e o Entorno do Distrito Federal.
Segundo o Ministério Público, os agentes praticaram improbidade administrativa em aditivo firmado no ano de 2017 que modificou o projeto original da obra. As mudanças, segundo o MPGO, resultaram em um acréscimo equivalente a 88,6% no valor do contrato original que previa, inicialmente, um gasto equivalente a R$ 56,9 milhões.
Diante das diversas modificações realizadas no projeto original, o Ministério Público entendeu que os envolvidos deram início a um projeto completamente diferente do objeto licitado, burlando então o princípio da licitação.
Figuram como alvos da Ação Civil Pública: o ex-presidente da Agetop, Jayme Rincón; o ex-diretor de Obras Rodoviárias, Antônio Wilson Porto; o ex-chefe do Núcleo Jurídico, empresário Carlos Eduardo Pereira da Costa, dono da Terra Forte, além da própria empresa.
Conforme mostrado pelo Jornal Opção em junho de 2020, dos 51 quilômetros, 44 foram concluídos restando outros sete para finalização. As obras foram paralisadas no dia 31 de outubro de 2018 em virtude do cancelamento de empenhos, segundo a Goinfra (antiga Agetop).
Ainda que a obra não tenha sido concluída, ela acabou custando aos cofres públicos mais de R$ 65 milhões, valor bem acima do contratado inicialmente. Em paralelo, os 44 quilômetros pavimentados sofreram um elevado nível de deterioração em curto espaço de tempo.
A reportagem aguarda o posicionamento da defesa dos acusados, com exceção do ex-diretor de Obras Rodoviárias, Antônio Wilson Porto, que não foi localizado. O espaço continuará aberto para manifestação do contraditório.
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