Analista atenta e perspicaz, a doutora pela USP contribuiu para divulgar e valorizar a literatura goiana
Moema de Castro Olival: autora de 14 livros de ensaios e professora emérita da Universidade Federal de Goiás (UFG) | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção
A crítica literária e professora emérita da Universidade Federal de Goiás Moema de Castro e Silva Olival morreu no sábado, 20, em Goiânia, de complicações derivadas da Covid-19, como uma trombose cerebral. Ela nasceu na Cidade de Goiás e tinha 82 anos.
Filha do primeiro reitor da Universidade Federal de Goiás, Colemar Natal e Silva, Moema de Castro e Silva Olival era uma crítica literária brilhante, que, durante anos, colaborou com o Jornal Opção. Com sua crítica perspicaz e atenta, contribuiu para divulgar — e inclusive melhorar — a prosa e a poesia de escritores goianos (e não só, pois era uma leitora refinada de vários autores brasileiros).
Moema Olival era doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Escrevia muito bem, tendo se tornado uma intérprete precisa da literatura brasileira. Publicou 14 livros de ensaios, com críticas penetrantes e reverberantes.
Como pessoa, era de uma delicadeza e elegância ímpares. Ouvia com atenção o que dizia o interlocutor e amava falar sobre literatura.
Moema de Castro Olival e Silva: país perde uma grande crítica literária | Foto: Reprodução
Nota de pesar da Academia Goiana de Letras
Querida professora Moema de Castro e Silva Olival, a nossa Casa, literalmente a sua Casa que a recebeu desde sua primeira infância está triste com a sua partida física. Entretanto, a lembrança da senhora ocupando a primeira cadeira, da primeira fila do nosso auditório, sua contribuição para historiografia cultural de Goiás, são preciosos bens memoriais. Agora, recebida por Deus, ocupa uma especial Cadeira na Academia dos Céus.
Manifestando nossos sentimentos à família da confreira Moema, lamentamos que o momento sanitário imposto pela pandemia, impeça pela primeira vez, em quase 82 anos de vida institucional, nosso rito acadêmico de exéquias. Dentro do que é possível, nossas bandeiras da sede da AGL ficarão hasteadas a meio mastro.
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