A concessionária Porto Seco Centro-Oeste afirma que filho do magistrado atua como advogado da empresa Aurora da Amazônia Terminais

O repórter Robson Bonin, da revista “Veja”, publicou uma nota, na coluna “Radar” (terça-feira, 7), sob o título de “CNJ ouve juiz de Goiás sobre suposta vantagem a cliente do filho advogado”. O corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, determinou que o Conselho Nacional de Justiça ouça “empresários de uma concessionária federal em Anápolis e o juiz federal Alaôr Piacini, da 2ª Vara Federal da cidade de Anápolis, em Goiás, por suspeita de direcionamento num processo”.
Os empresários da concessionária Porto Seco Centro-Oeste, operadora do terminal aduaneiro de Anápolis, “acusam o magistrado de ter proferido decisões favoráveis a uma empresa concorrente, a Aurora da Amazônia Terminais — que venceu uma nova licitação para passar a operar o terminal —, que teria entre os seus advogados em outras causas o próprio filho do magistrado” (na causa em questão o filho aparentemente não advoga).

“Veja” acrescenta que, a partir da argumentação e “dos elementos reunidos pela acusação, Humberto Martins reabriu o prazo de produção de provas do caso e determinou que o juiz Alaôr Piacini e seus acusadores sejam interrogados pelo CNJ nesta quarta-feira”, 8.
Pontuou Humberto Martins: “Assim, de modo a melhor instruir o feito, propiciando o somatório de mais elementos para a formação de um juízo seguro acerca dos fatos, antes de apreciar a pertinência do recurso administrativo, a Corregedoria Nacional de Justiça adotará medidas diretas de colheita de provas, a começar pelos depoimentos das partes envolvidas”.
O espaço para o pronunciamento do juiz Alaôr Piacini e para seu filho ficam reservados. Desde já, a imagem pública do magistrado, apurada com advogados, é positiva.
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