“Não aceito mudar um centavo no preço da carne nos supermercados. Se eles insistirem, encho os supermercados e frigoríficos de carne importada”
José Sarney, então presidente da República, despacha com o ministro da Fazenda, Dilson Funaro | Foto: Reprodução
O mês de março de 1986 assinalava uma agitação sem precedentes na economia brasileira, por causa do pacote econômico que, no último dia de fevereiro, tentava deter a inflação com o Plano Cruzado. No começo da segunda quinzena, duas semanas de vigência do plano, os produtos sob tabelamento, Iris Rezende, que era ministro da Agricultura, foi conversar com o ministro Dilson Funaro, da Fazenda — e então todo-poderoso do Plano Cruzado.
José Sarney e Iris Rezende, que foi ministro da Agricultura do governo do presidente | Foto: Reprodução
Iris Rezende foi defender um interesse dos pecuaristas: aumento no preço da carne que os supermercados e frigoríficos compram dos criadores.
O ministro da Agricultura ouviu uma resposta curta e seca de Dilson Funaro: “Olha, ministro, não aceito mudar um centavo no preço da carne nos supermercados. Se eles insistirem, encho os supermercados e frigoríficos de carne importada”.
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